quarta-feira, 20 de maio de 2009

Feel Good Video of the Month




Her Morning Elegance - Oren Lavie

Cortesia do grandioso (Fill in the Blank) Reader, que voltou à vida digital trazendo souvenirs de beleza da Velha Albion.



Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in it's case

Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows


Fighting for her life (with a little help of her friends),

--Xochiquetzal, Lírica

segunda-feira, 18 de maio de 2009

An Engineer's Guide to Cat Yodeling (with Cat Polka)





I luvs the intrenet!!!!!!

--Xochiquetzal.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Monomanias de Madame Mim





Uma série de coisas tem me feito feliz ultimamente. Coisas pequenas: quem disse que a felicidade está nas coisas simples da vida estava certo -- até mesmo porque a vida não passa de uma série numerada de coisas simples: a gente que complica ela, nas sábias palavras do meu pai.

Pois então. Uma das minhas atuais fontes de alegria tem sido o programa de rádio Theme Time Radio Hour (with your host Bob Dylan), seleção semanal de músicas escolhidas pelo velho Bob e equipe, todas partilhando um tópico: sapatos, cabelos, amigos & vizinhos, cachorro, Bíblia, noite, demônio, cores, coração, escola, telefone, água, sangue, Natal, carros, armas, nomes de mulher -- a lista de temas varia do poético ao hilário, do profundo ao absurdamente profano. As playlists, ecléticas e deliciosamente antiquadas, são pontuadas pelos comentários, anedotas, citações e tiradas geniais de Dylan, que mesmo aos sessenta e muitos anos ainda consegue deixar esta ouvinte mordendo a fronha com sua voz rascante e dicção suingada.

O Theme Time Radio Hour pode ser baixado em torrents ou acompanhado online. Como boa copyfighter que sou, fico com a opção que, além do rum e das putas, não diminui o meu butim. HARRRRR, mateys!



Outra coisa me deixou feliz foi minha inesperada (porém efêmera) alforria conjugal, que rendeu deliciosas semanas de solidão, há muito almejadas. Dias da minha música tocando no último volume pela casa, da minha voz ecoando no banheiro às sete da manhã, minhas roupas espalhadas pelo chão, meus gatos, minha dieta insana, meus livros, meus horários, tudo meu meu MEU. Me agarrei à solidão num desespero que me assusta até agora: não fazia idéia do quanto sentia minha falta, e agora que faço estou com medo de fugir comigo mesma -- para ser abandonada, prenha de nada e desonra, pela canalha que eu sou frente à primeira adversidade, barra de saia/calça ou criatura de tendências artísticas.

É duro não valer nada. Ser vadia não é para as fracas de espírito, companheira Bel. Estou contigo e nãoabro, aguardando o momento oportuno de lançar nossa grife/editora/gravadora/restaurante/escola de idiomas/delicatessen/livraria & sebo/antiquário/esquadrias de alumínio/pastel frito na hora/drogaria/sex shop e sorvete no cascão Vadias 'r' Us.

Mas mudemos de assunto antes que eu me comprometa (O RLY?): nostalgia e liquidificadores de algodão. Dia desses o TC conseguiu fazer com que eu desencavasse meu antigo caderno de textos/letras de música/poesias, no qual escrevi sofregamente dos dezenove aos vinte e um anos, com resultados variáveis. Foi uma experiência interessante reler versos da Xochiquetzal de dez anos atrás, e surpreendente achar alguns legais (levando-se em consideração o contexto sócio-histérico-cultural das obras , claro). Quer brincar de médico literário comigo? Me mostra o seu que eu te mostro o meu.

Você acredita que eu nunca vi Wonder Years? Eu tenho umas lacunas culturais absurdas: por exemplo, eu nunca tinha ido ao teatro na minha VIDA até o mês passado, quando fui conferir o Hamlet de Wagner Moura no Rio. Também nunca tinha escutado The Dark Side of the Moon até o ano passado, e até hoje permaneço sem ter conhecido São Paulo, ido ao Pão de Açúcar de bondinho, lido Karl Marx, assistido Star Wars ou visitado um motel. A lista vai ficando mais vergonhosa conforme progride ad absurdum, por isso vou ficando por aqui antes que perca minha tão suada credencial de vadia letrada.

Zelosa da reputação da categoria, câmbio e desligo,

--Xochiquetzal.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Liquidificador de Algodão"

É engraçado. Nesse poucos meses de convivência, já vi cada um de vocês falando "I (FUCKING) QUIT!" devido a mais trabalho que nossa mente sã pode surportar. Mesmo eu sabendo disso, lá vou eu me meter numa jornada dupla de emprego.
Preparem-se, amigos, para me assistir na mesma luta para qual meus dois insanos gladiadores pediram arrego.



Mas não quero falar de coisa cinza.

Quero também falar de antigos amores com a X. Essa música do Joe Cocker era tema de abertura de Wonder Years, cês lembram? Seriado oldschool bom pra caralho.



Daí fiquei nostálgica. Assistia isso quando ainda sabia o que era sossego.
Nostalgia cinza, sai fora.

Falando nisso, meu conceito de felicidade coincide bem com isso:

"Acredito nas incríveis possibilidades de momentos de intensa satisfação, mas não nesse continuum edulcorado que a mídia chama de felicidade. Talvez as minhas uvas estejam verdes, mas nesse momento de intensa angústia no continuum alucinógeno que eu chamo de vida, estou mais preocupada em buscar momentos, não coisas ou estados".

Nunca acreditei que felicidade fosse um estado permanente. Por exemplo, eu sou teimosa, mas não sou feliz. Existem momentos em que sou maleável devido a variantes de temperatura e pressão mas, de estado fixo e permanente, eu sou teimosa. Ser feliz NUNCA dependeu de "ser" algo. Isso é algo que a TV tenta enfiar na nossa cabeça:
- Má ôeeee, o que você quer da vidám?
- Ah, Sílvio... sei lá, eu quero é ser feliz.

Existem dias, existem semanas e existem meses. Em todos eles eu continuo sendo uma pessoa teimosa, mas "ser" feliz depende de inúmeros e incontáveis fatores que independem de eu ser ou não ser algo. Ergo, não se "é" feliz, se "está" feliz. Nesse momento minuto segundo às 00:26 de sábado pra domingo, apesar da onda de merda maior que a Pororoca que eu vejo se aproximar de mim, estou feliz. Decidi me preocupar só na hora que a corda estiver no meu pescoço, ao invés de ficar sofrendo de véspera. Novamente, num ato de bravura final, entoo meu cântico:

- VIDA, CHUPA EU!

Divago.

Sim, musicistas são seres que me dão frissons só de ver que são habilidosos com os dedos (heh) ou uma voz bonita ou aqueles braços detonando a bateria. Me espanca com sua baqueta também, vai? Sempre tive espírito de groupie.

Queria também falar sobre faíscas.
Que negócio esquisito. Eu imaginei que esse negócio de mimimi lance oficial fofo não fosse ser a coisa mais permanente do mundo, mas também não imaginei que o grau de tentações fossem tão grandes e tão presentes e tão palpáveis ô, e COMO rolava palpar e acontecíveis.
O problema é que eu saquei as segundas intenções de outrem, que sacou que eu saquei e -OH GOD, PUNISH ME- retribuí timidamente e aí é só bola de neve. É a faísca correndo a trilha de pólvora diretamente pra bomba.

Esse negócio de ser vadia tá ficando complicado. Deus, será que você pode me dar juízo na próxima encarnação?

Se ferrando no caldo quente,
Bel


p.s- "Liquidificador de Algodão" é um poema meu, que escrevi quando eu tinha uns 14 anos. Usei o título porque não consegui pensar em nada melhor pro post. Um dia digito o poema aqui pra vocês. xxx

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hey Joe





Há alguns dias atrás revi o filme-documentário sobre Woodstock, repleto de apresentações antológicas e de lembranças de que eu, definitivamente, nasci na época errada.

Entre a grandeza de Janis Joplin enfeitiçando a platéia e Jimi Hendrix invocando "Purple Haze", me deparei com um antigo amor, Joe Cocker, alcoolizando "With a Little Help From My Friends" dos Beatles com sua voz rasgada.

Nunca pensei que tiques nervosos pudessem ser sexy.



Welcome back to my life, Joe. I had no idea I missed you this much.


Peace 'n' love y'all,

--Xochiquetzal.




sexta-feira, 1 de maio de 2009

Nesse Dia do Trabalho...





"Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias,
há sempre um copo de mar
para um homem navegar."


--Jorge de Lima.



Desejando menos trabalho e mais mar a todos,

--Xochiquetzal, florescendo no ócio.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Almodóvar, Winehouse & Lennon: O SURTO





Oi gente. Adivinhem: eu surtei.

Sabem aquela minha rotina de 13+ horas de trabalho por dia? Sabem aqueles adolescentes monstruosos que estavam me enlouquecendo? E aquelas turmas ingratas às oito da manhã?

Mandei tudo pra casa do caralho.

Na boa: invadi a sala da coordenação uma tarde de tresloucura, tremendo de raiva e estafa, e mandei um "I QUIT!" que deve ter soado absurdamente diva. Eu estava transtornada, gente. Após semanas de atividade frenética meu corpo estava em frangalhos, minha mente em farrapos, meus quadris esféricos, meu cabelo caído, minha menstruação vindo três vezes no mesmo mês, minha voz destroçada, meus relacionamentos inexistentes: liguei o FODA-SE sem a menor cerimônia -- ou preocupação com as contas a pagar, ou com minha imagem profissional. O stress atingiu massa crítica e eu simplesmente SURTEI na frente da minha chefe. Tipo, ataque de pelanca mesmo, coisa de mulher descompensada, com direito a choro e ranger de dentes. Inacreditável o ponto onde enfiei a mim mesma. Jamais deixarei de me assombrar diante da minha infinita capacidade de me foder.



Saí da sala da coordenação algo parecida com a Amy aí de cima, juntando as minhas coisas e tentando não pensar em como faria para sobreviver até encontrar outro emprego -- mas o Inefável resolveu sorrir para mim com os dentes de uma coordenadora simplesmente angelical, que propôs que eu abandonasse as turmas mais problemáticas e reduzisse minha carga horária à vontade, apesar dos inúmeros contratempos que uma rebordosa dessas causaria ao um curso. Foi comovente. Sério.

Infelizmente as turmas que deixei para trás eram exatamente as mais lucrativas -- o que significa que meu breve momento Donald Trump de megalomania financeira foi efêmero. Voltei a ser mais uma fodida, amigos -- até conseguir mais alunos particulares, me infiltrar de vez no mercado de inglês offshore e fazer fortuna. Estou trabalhando o mínimo necessário para continuar fazendo os malabarismos com serra-elétrica que compõem a minha situação financeira, e que se foda. Um dia eu fico rica. Até lá, vou convalescendo de meu embate com o mundo capitalista, ouvindo pilhas de álbuns acumulados, lendo quatro livros ao mesmo tempo, escrevendo, observando os bem-te-vis nos coqueiros e dormindo feito um panda narcoléptico para compensar meu déficit de horas de sono.



(Acabo de perceber que estou com um sorriso beatífico no rosto ao escrever esse parágrafo. Leitores, Xochiquetzal está sorrindo para todos vocês três. Ininterruptamente.)

Mas então. Antes de voltar definitivamente ao submundo do proletariado, raspei o tacho da minha poupança e me mandei para o Rio de Janeiro, onde passei dias lisérgicos na companhia do TC, meu irmão dos tempos de colégio de freiras (e finado colaborador do espancando).

Foram dias de Yellow Submarine, de reencontros em botecos superlotados, de Wagner Moura interpretando Hamlet no Leblon (Ser ou não ser: JAMAIS SERÃO!), bondinhos em Santa Teresa, tesouros garimpados em sebos inesgotáveis, a melhor comida do mundo, tatus andando no calor da tarde, risadas histéricas diante do Discovery Channel, abraço de amigas queridas, mendigos telepáticos me olhando das calçadas, descoberta dos poderes até então ignorados da cerveja, rock 'n' roll no último volume durante a travessia da ponte Rio-Niterói -- num céu de diamantes.

Cara.

Eu fui agraciada com os mais insólitos amigos do mundo, e qualquer tentativa de escrever sobre eles parece-me vazia diante do enorme significado que cada um tem para mim. Fico encarando esse cursor piscante com tanto a dizer sobre eles -- mas impedida pela certeza de que qualquer coisa que eu escreva vá sair piegas como um cartão Hallmark. Amigos, a vocês o não-dito. Amigos, vocês estão além das palavras.

Post mais desconexo, esse. Coisa de gente surtada.

Getting high with a little help of her friends,

--Xochi in the Sky with Diamonds.

P.S. - Aguardem pedidos de empréstimo em um futuro próximo. =D